JOSE LUIZ DAL BOSCO - CRT 41144
Terapeuta Holística
MEDICINA TRADICIONAL

Dom Dadeus Grings, Arcebispo de Porto Alegre Com data de 25 de junho, o SIMERS, por seu Presidente Paulo de Argolo Mendes e Secretária Geral Ana Maria Martinez, publicou uma nota com o título “Medicina Tradicional”. Os termos são surpreendentes e comprometedores. Garante que: 1. a Medicina é uma só; 2. qualquer outro exercício é ilegal; 3. está “tomando as providencias jurídicas cabíveis para a punição dos responsáveis, o fechamento dos cursos, a proteção da saúde pública e o resguardo de terceiros de boa fé”. Tudo isto sob o aval de que “a verdade faz bem à saúde”. Para responder a esta ousadia, convém lembrar que, na década de 80 do século passado, realizou-se, em Roma, um simpósio sobre a saúde. Um conceituado especialista em medicina, com os dados em mãos, chegou a afirmar que os “curandeiros”, com seus métodos tradicionais, curam tanto quanto os médicos de profissão, mas a custos muito inferiores. Convém ainda lembrar que a época moderna, com a implosão do Racionalismo e a queda das ideologias, eliminou os pensamentos de uma única dimensão. A partir de então se vive decididamente num mundo pluralista. Proibir cursos de medicina, que tem o aval da Tradição, seria o mesmo que rejeitar cursos de filosofia aristotélica só por sua proveniência ancestral! A verdade liberta! Não podemos esquecer que o século XX deu foros de ciência à parapsicologia; Faz, pois, parte do acervo acadêmico. Mesmo antes de seu reconhecimento oficial, baseado no bom senso, no auge da ditadura racionalista na filosofia, Pascal garantia que o coração tem razões que a própria razão desconhece. A evolução científica deu-lhe plena razão! Hoje se avançou para novos paradigmas e, desde Einstein, se enfatiza a perspectividade. Não dá mais como desclassificar métodos e conteúdos sem tomar em consideração esta realidade. Ninguém duvida da necessidade de controles eficazes, sem, porém, desconsiderar o progresso científico e a liberdade de opções: na economia, a ética se sobrepõe à livre iniciativa; na comunicação, o diploma não é garantia de verdade para ninguém; na religião, a liberdade religiosa constitui um direito fundamental; e na medicina, a saúde é um direito de todos e não constitui privilégio de ninguém... Enveredar, nestes e noutros campos, por uma via única, torna-se extremamente perigoso. Na cartilha da saúde, com o título “Um Apelo da Bioética”, questiono os métodos desumanos da medicina dita científica. Gostaria que o SIMERS, antes de ingressar no plano político, respondesse a cinco questões: 1. Seus médicos atendem melhor os pacientes que os da Medicina Tradicional? 2. Seus métodos gozam de maior seriedade? 3. Seus médicos cometem, no exercício de sua profissão, menos erros que os outros? 4. Seus cursos são mais sérios que os da Medicina Tradicional? 5. Seus médicos fazem mais pela saúde e pelo bem estar dos pacientes e buscam mais a verdade que os da Medicina Tradicional?





MEDICINA TRADICIONAL - FEBRAMET

 ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO

A Medicina Tradicional e as corporações médicas reacionárias Como médico e membro do Sindicato dos Médicos de Brasília, venho fazer alguns esclarecimentos importantes ao povo do magnânimo estado do Rio Grande do Sul, quanto à questão da Medicina Tradicional - MT, em matérias pagas em jornais e rádio, de autoria do SIMERS - Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul. A Medicina Tradicional não é uma especialidade médica ou sistema médico isolado, mas um conjunto de práticas integradas, composto por uma filosofia milenar, adotada e difundida mundialmente pelo órgão máximo de saúde do planeta, a Organização Mundial de Saúde (OMS). O Brasil, como signatário e país membro da OMS, adotou a Medicina Tradicional, haja vista a publicação das Portarias 971 e 853, do Ministério da Saúde, que lançou em 2006 o Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterapia, ambas com base na MT. Da Medicina Tradicional fazem parte importantes práticas como a fitoterapia, a acupuntura, a homeopatia, a Medicina Antroposófica, a massoterapia e dezenas de outras. Mas é importante saber também que, por conceito, a MT engloba também a medicina científica e recursos farmacológicos, dentro de um protocolo bem definido e técnico. As colocações feitas recentemente pelo SIMERS, contra a MT, são infundadas e demonstram um espírito retrógrado, reacionário, proveniente de uma instituição que desconhece a realidade não só brasileira, mas do mundo da saúde atual. É tipicamente, também, uma atitude desesperada de um órgão que representa o corporativismo médico em sua ânsia de reserva de mercado, lutando contra uma força inevitável, inexorável, que é a inclusão de outros profissionais da área nas ações e programas de atenção à saúde, tanto públicos quanto privados. Isso já estava previsto, principalmente porque as entidades médicas mais conservadoras estão observando o crescimento da MT no Brasil, sendo que citamos como exemplo a iniciativa de São Paulo, onde as práticas complementares e integrativas de saúde são livremente oferecidas no serviço público. Também o Rio de Janeiro, no mês passado, transformou em Lei o mesmo sistema e a população já pode se beneficiar com métodos não convencionais de medicina. É importante lembrar que a acupuntura e a homeopatia, também são especialidades médicas, assim como de outras profissões da saúde. Cito como de suma relevância a brilhante matéria do Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings em defesa dos princípios e dos aspectos democráticos e sociais da Medicina Tradicional. Obscura, porém a atitude do SIMERS que quando diz que “a Medicina é uma só”, se contradiz profundamente ao discriminar a MT. Essa postura reflete o completo desconhecimento do conceito de MT que, justamente, propõe a integração dos modelos médicos. Uma pena que essa instituição – que representa os médicos - esteja adotando essa atitude e, ao observarmos a insistência com que deflagram essa sombria campanha contra a MT, só se expõe ao ridículo perante uma população que está identificada culturalmente com as bases filosóficas da MT. O que exige crítica (e está sendo criticado) é o modelo médico vigente, com bases farmacológicas, que obedece cegamente os interesses do lado negro da indústria farmacêutica, a influenciar o ensino e a prática médica em direção a limitar as ações médicas ao uso de remédios, em sua maioria sintomáticos. Numa época de “desmedicalização” das ações de saúde, fica deslocada e anacrônica essa reação - desnecessária – de entidades médicas que demonstram, assim, carência de informações atualizadas, de consciência cívica e, fundamentalmente, de responsabilidade social. Não há mais como impedir a difusão de uma nova doutrina de saúde que hoje ganha o mundo, como direito inalienável dos povos da Terra. E toda instituição que se opuser a isso não terá sucesso ou futuro e acabará indo para a lata do lixo da História.

 Dr. Rodolfo Marcio Lapa Bontempo CRM-DF 15.458 Médico Sanitarista Presidente da FEBRAMET Federação Brasileira de Medicina Tradicional Brasília - DF





MEDICINA TRADICIONAL

A Organização Mundial da Saúde – OMS denominou de Medicina Tradicional a unificação de todas as Medicinas Alternativas e Complementares. A OMS definiu a Medicina Tradicional como não convencional. O Ministério da Saúde do Brasil publicou as Portarias 971 e 853 com a finalidade de regulamentar o uso da Medicina Tradicional no Sistema Único de Saúde – SUS, com a participação de não médicos. A Medicina Tradicional é definida como sendo ancestral, milenar, natural e pertencente a todas as nações do mundo. A Medicina Tradicional está intimamente ligada à natureza e ao meio ambiente. A Medicina Tradicional Oriental é representada pela Medicina Tradicional Chinesa (acupuntura), pela Medicina Indiana (ayurveda), pela Yoga, Shiatsu, Tuiná, etc. A Medicina Tradicional Ocidental é representada pela Medicina Indígena, pela Medicina Natural, pela Fitoterapia, pela Alimentação, pelo Termalismo, etc. A Medicina Tradicional é diferente da medicina convencional. A Medicina Tradicional é diferente da medicina alopata. A Medicina Tradicional é diferente da medicina ocidental moderna. A Medicina Tradicional existe a mais de 8000 mil anos. A Medicina Tradicional é integrativa e complementar. A Medicina Tradicional é não convencional. A Medicina Tradicional é tradição dos diferentes povos do mundo. Os cursos livres estão previstos na Constituição Federal. Os cursos livres na área da Medicina Tradicional são legais. Ocultar a verdade faz mal à saúde.

Luiz Antonio Santos Junior – Diretor Presidente Maria Claro dos Santos Souza – Vice-Presidente Associação Brasileira de Medicina Tradicional Natural – ABMTN




MEDICINA TRADICIONAL - PORQUE A VIRULÊNCIA DO SIMERS ?

Realmente, causou-nos surpresa a virulência partida da Direção do SIMERS contra a Medicina Tradicional como tal e contra os profissionais que a exercitam. As ameaças proferidas nos relembram determinados períodos da história recente quando o “prendo e errebento” constituiu-se em norma, o que, cremos não possa ser paradigma para o presente. O exercício da Medicina Tradicional está assegurado e reconhecido em todos os Países signatários dos protocolos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde – OMS e, em especial no Brasil quando através da Portaria nº 971, de 03 de maio de 2006 do Ministério da Saúde e também através da Política Nacional de Praticas Integrativas e Complementares – PNPIC para o Sistema Único de Saúde – SUS. O Ministério da Saúde recomenda ainda a pratica da Medicina Tradicional às Secretarias de Saúde dos Estados e dos Municípios através do SUS, enfatizando trata-se de práticas alternativas e complementares, não convencionais. É escusado dizer que: - ou os Diretores do SIMERS desconhecem as determinações do Ministério da Saúde do Brasil ou, então, estão simplesmente exercitando o execrável paternalismo corporativo de reserva de mercado. Devemos também lembrar ao SIMERS o seguinte: - A Organização Mundial da Saúde – OMS definiu como Medicina Tradicional a unificação das terapias de cura Alternativas e Complementares, tradicionais em várias nações do mundo; - A OMS definiu ainda como sendo Medicina Tradicional as terapias não convencionais, excluindo a medicina ocidental moderna, excluindo a medicina alopata; A Medicina Tradicional no Brasil é representada pela Medicina Indígena, pela Medicina Natural, pela Fitoterapia e pela Alimentação Natural. Aqui no Brasil os xamãs, pajés e curandeiros já utilizam a Medicina Tradicional, as ervas, as plantas medicinais, os chás a milhares de anos, muito antes da existência do SIMERS. A Medicina Tradicional é natural, preventiva, eficaz, de grande acessibilidade e de baixo custo. E, como o princípio basilar da Medicina Natural é o Humanismo na sua expressão máxima, também os princípios morais e religiosos são integrativos. Aos Diretores do SIMERS dizemos que não tememos suas ameaças por que não estamos infringindo Leis humanas ou divinas. A Constituição Federal do Brasil permite a existência de cursos livres. Cursos livres de Medicina Tradicional estão dentro da Lei. Esconder a verdade faz bem ao corporativismo médico.

André Duarte Lage – Diretor Presidente Sindicato Nacional dos Profissionais em Naturopatia Científica – SINDNAT